sábado, 6 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Bagunça
Show do U2 em São Paulo custou 8 milhões....festinha da FIFA 30 milhões...e a farra começou...só podia ser Brasil.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O melhor dos melhores
O jogo de ontem, entre o Flamengo e Santos, no placar de 5 x 4 não apenas entrou para a História mas presenteou a todos os amantes do futebol com a bela atuação de dois dos melhores jogadores em atividade no Brasil, Ronaldinho Gaúcho e Neymar, que provou que daqui alguns anos será coroado como melhor jogador do mundo. Bom, sorte nossa, no entanto a virada espetacular do time do Flamengo credenciou definitivamente o time carioca a disputa do título do Campeonato Brasileiro de 2011. O Flamengo de 2011 possui uma grande diferença em relação ao time de 2009 que disparou no final do campeonato e acabou sendo coroado com o Hexacampeonato. As peças de reposição e também um menor risco de desmonte na janela do meio do ano torna o time da Gávea em um forte concorrente ao título, e quem sabe desta vez, teremos o HEPTA.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Mesma novela
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar concedida ao Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe) que impedia o corte do pagamento dos dias parados dos professores. A decisão foi publicada nesta terça-feira, 51 dias após o início da greve.
Após a decisão, a Secretaria Estadual de Educação informou que resolveu efetuar o pagamento dos dias parados desde o dia 7 de junho. No entanto, a partir de 1º de agosto, quando as aulas recomeçarem, o servidor que estiver em greve terá falta descontada.
"As aulas perdidas terão que ser repostas. Em não havendo a reposição, de acordo com calendário estipulado pela secretaria, o servidor terá o desconto também retroativo", disse a secretaria em comunicado. Até o fim da semana, será divulgado o calendário de reposição das aulas, que devem ocorrer até 15 de setembro.
A secretaria informou ainda que já foi autorizada a contratação de 2,1 mil professores temporários, que podem ser chamados a partir de 1º de agosto, caso haja necessidade de reposição de aulas. "É de fundamental importância que os alunos não tenham qualquer tipo de prejuízo", afirmou o secretário Wilson Risolia.
Uma assembleia geral dos professores foi agendada para o dia 3 de agosto, quando serão definidos os rumos da greve. A categoria exige reajuste de 26%, incorporação imediata da gratificação do Nova Escola e descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativo
segunda-feira, 25 de julho de 2011
GEREDs iniciam pente fino nas escolas
As gerências de ensino iniciaram a operação pente fino nas escolas, como anunciado pela SED os capangas das gerências iniciaram a fiscalização para verificar se os professores grevistas, arruaceiros e vagabundos estão realmente repondo suas aulas. Durante uma das minhas aulas no dia de hoje, fui presenteado com a visita de um capanga do ensino, e fiscalizando a minha conduta como professor, perguntou aos alunos, se as aulas estavam sendo repostas. Como as imagens falam mais do que as palavras, não houve muito o que comentar, mas o que mais me chamou a atenção, foi o preenchimento de um documento com nome, número de alunos e conteúdo. Resumindo, patético como a Educação é tratada...mas também, culpa desses vagabundos como eu PROFESSOR.
sábado, 23 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
(Nego X)
Pele-pele-peleia eu não vou fugir desta guerra não
Não vou deixar eles fuderem minha terra não
É mais fácil morrer estar lutando eu nunca vi peão gaúcho se entregando
Macho não é quem bate na mulher
Homem eu vou dizer o que que é
Gaúcho macho do chão farroupilha protege e ama a sua família
Necessidade todo mundo passa qualquer raça qualquer massa
O português o gringo o italiano o alemão o índio o africano
Somos todos irmãos sob esse céu azul nós somos brasileiros do Rio Grande do Sul
Prepare a erva comece a pensar pois a peleia vai começar
Pele-pele-peleia eu não vou fugir desta guerra não
Não vou deixar eles fuderem minha terra não
É mais fácil morrer estar lutando eu nunca vi peão gaúcho se entregando
Macho não é quem bate na mulher
Homem eu vou dizer o que que é
Gaúcho macho do chão farroupilha protege e ama a sua família
Necessidade todo mundo passa qualquer raça qualquer massa
O português o gringo o italiano o alemão o índio o africano
Somos todos irmãos sob esse céu azul nós somos brasileiros do Rio Grande do Sul
Prepare a erva comece a pensar pois a peleia vai começar
Não podemos se entregar pros ômi de jeito nenhum
Não tá morto quem peleia amigo sob o céu azul
Não podemos se entregar pros ômi de jeito nenhum
Somos todos brasileiros do Rio Grande do Sul
Não tá morto quem peleia amigo sob o céu azul
Não podemos se entregar pros ômi de jeito nenhum
Somos todos brasileiros do Rio Grande do Sul
(Lica)
Cabelos enosados pelos ventos dos pampas
Longos cachos ou tranças embalam no galope
O vento revida o trote da mulher forte vivida que desde cedo canta
E levanta a tradição é o dom do coração certeiro
Que se entrega por inteiro sem medo do futuro ela anda no escuro
Se preciso for ela é mulher ela sabe bem quem é ela sabe o seu valor
Orgulho e suor escorrem do seu rosto que exposto ao incerto
Torna concreta toda a peleia mulher gaúcha rancheira da serra ou do litoral
Ela ama e luta nunca foge da disputa que a vida traz faz faz
O que tiver de fazer faz o chimas se duvida vem aqui pra ver
E ainda arranja tempo pra mandar a prosa pra vocês pra vocês
(NitroG)
É aí que começa a nossa história china véia
Povo crioulo chileteando tua idéia
Tradição de mão em mão geração geração cuia erva chimarrão
Abre a porteira boleia falo de tudo que nos rodeia
História raiz quem disse que não ama sua terra me diz?
Maloqueiro a galope pelos pampas minha voz minha prenda minhas crenças
Diferenças eu guardo na guaiaca gente pequena gente ruim gente fraca
Do extremo sul Trovadores RS a favela é nossa cara com respeito a quem merece
É os sangue aqui dos pampas atitude prevalece
Prepare a erva comece a pensar pois a peleia vai continuar
Cabelos enosados pelos ventos dos pampas
Longos cachos ou tranças embalam no galope
O vento revida o trote da mulher forte vivida que desde cedo canta
E levanta a tradição é o dom do coração certeiro
Que se entrega por inteiro sem medo do futuro ela anda no escuro
Se preciso for ela é mulher ela sabe bem quem é ela sabe o seu valor
Orgulho e suor escorrem do seu rosto que exposto ao incerto
Torna concreta toda a peleia mulher gaúcha rancheira da serra ou do litoral
Ela ama e luta nunca foge da disputa que a vida traz faz faz
O que tiver de fazer faz o chimas se duvida vem aqui pra ver
E ainda arranja tempo pra mandar a prosa pra vocês pra vocês
(NitroG)
É aí que começa a nossa história china véia
Povo crioulo chileteando tua idéia
Tradição de mão em mão geração geração cuia erva chimarrão
Abre a porteira boleia falo de tudo que nos rodeia
História raiz quem disse que não ama sua terra me diz?
Maloqueiro a galope pelos pampas minha voz minha prenda minhas crenças
Diferenças eu guardo na guaiaca gente pequena gente ruim gente fraca
Do extremo sul Trovadores RS a favela é nossa cara com respeito a quem merece
É os sangue aqui dos pampas atitude prevalece
Prepare a erva comece a pensar pois a peleia vai continuar
(PX)
Boleia a perna vivente amarra o pingo iniciou a bailanta
Eu tô falando aqui do Sul quem tá sentado levanta
É som de gente bamba gaúcho aqui dos pampas
Bagual de tirar cria preto vivente campanha
Porque da querência ao pago velho não embasso
Eu sou PX sangue bom índio maragato
Não corro sem ver do que quando a coisa fica feia
Pois na favela o bicho pega e não tá morto quem peleia-leia-leia
(Mano)
Rima segue na batida boto o dedo na ferida
O microfone é minha arma enquanto houver injustiça
O gaiteiro toca a gaita e eu não perco o tom da rima
Ala puxa tchê bagual se não gosta vem pra cima
Uno o rap à tradição valorizo o som da terra
Rio Grande terra de gente que na guerra não se entrega
Sou gaúcho tô na boa toma aí um chimarrão
(Amarelo)
Revolução na coxilha farroupilha
Mano da terra não vacila não foge da briga
Na aurora pampeana xirú da campanha
Chimarreando não se espanta ao mirar o pampa
No meu solo Rio Grande povo guerreiro se expande
Que a peleia não perde a chance
Prepare a erva comece a rezar pois a peleia vai recomeçar
Boleia a perna vivente amarra o pingo iniciou a bailanta
Eu tô falando aqui do Sul quem tá sentado levanta
É som de gente bamba gaúcho aqui dos pampas
Bagual de tirar cria preto vivente campanha
Porque da querência ao pago velho não embasso
Eu sou PX sangue bom índio maragato
Não corro sem ver do que quando a coisa fica feia
Pois na favela o bicho pega e não tá morto quem peleia-leia-leia
(Mano)
Rima segue na batida boto o dedo na ferida
O microfone é minha arma enquanto houver injustiça
O gaiteiro toca a gaita e eu não perco o tom da rima
Ala puxa tchê bagual se não gosta vem pra cima
Uno o rap à tradição valorizo o som da terra
Rio Grande terra de gente que na guerra não se entrega
Sou gaúcho tô na boa toma aí um chimarrão
(Amarelo)
Revolução na coxilha farroupilha
Mano da terra não vacila não foge da briga
Na aurora pampeana xirú da campanha
Chimarreando não se espanta ao mirar o pampa
No meu solo Rio Grande povo guerreiro se expande
Que a peleia não perde a chance
Prepare a erva comece a rezar pois a peleia vai recomeçar
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Folha suplementar já esta disponível
O governo do Estado resolveu rodar a folha suplementar com o pagamento dos 23 dias de greve descontados na folha do mês passado. Ao comunicar o encerramento da greve em audiência com o secretário de Estado da Educação Marco Tebaldi, a coordenadora estadual do Sinte, professora Alvete Bedin solicitou que fosse pago o quanto antes.
Tebaldi levou a reivindicação ao governador Raimundo Colombo que determinou que se rodasse a folha de pagamento suplementar urgentemente e conseguiu que a Fazenda programasse o desencaixe financeiro para esta sexta-feira (22).
Tebaldi levou a reivindicação ao governador Raimundo Colombo que determinou que se rodasse a folha de pagamento suplementar urgentemente e conseguiu que a Fazenda programasse o desencaixe financeiro para esta sexta-feira (22).
Méritocracia??
Considerado modelo para o estado de sp, bonificação dos professores da cidade de new york é canelado. motivo: metas que não são cumpridas por escolas e professores. . do portal de educação uol.
Da Folha.com
DE SÃO PAULO
Uma das inspirações para a rede de ensino paulista e de outros Estados, o programa de Nova York de pagamento de bônus por desempenho a professores será cancelado. A informação é da reportagem de Fábio Takahashipublicada na edição desta quarta-feira da Folha.
A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
De acordo com o texto, a decisão foi anunciada nesta semana, após estudo indicar que escolas participantes não tiveram desempenhos superiores às que ficaram fora. A pesquisa analisou os dados dos colégios desde o início do projeto (2007-2008).
O estudo em Nova York aponta que o sistema não mudou as práticas docentes. Uma das conclusões é que o professor que recebe bônus entende que apenas foi recompensado pelo esforço que sempre teve --e não que tenha buscado melhorar.
Neste ano, a rede paulista pagou bônus a servidores de 70% dos seus colégios, num gasto de R$ 340 milhões. A Secretaria da Educação de SP afirmou, em nota, que estuda aperfeiçoar seu sistema, que poderá considerar o esforço de cada escola e aspectos socioeconômicos.
terça-feira, 19 de julho de 2011
SP: deputados aprovam projeto que reafirma meritocracia, acaba com data-base e parcela reajuste

Proposta do governo Alckmin, no melhor das hipóteses, apenas repõe a inflação do período

• No dia 29 de junho foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial dos professores estaduais. O Projeto de Lei Complementar nº 37 (PLC 37/11) foi apresentado pelo governo no dia 17 de junho. Os professores estão desde março (data-base) reivindicando a reposição de 36,74% que são as perdas salariais que a categoria acumulou desde 1998. O governo fez um anúncio midiático de que garantiria 42,2% de “aumento” aos professores, só que parcelado em 4 anos.
Aquilo que já parecia ruim, porém, ficou ainda pior na apresentação do PLC. Vejamos a proposta do governo: reposição de 13,8% em julho de 2011 (sendo que 5,8% se referem à incorporação de uma gratificação geral, que todos já recebem, inclusive aposentados), representando, portanto uma reposição de apenas 8%. Vale lembrar que a projeção da inflação para 2011 chega a 6,5%. Portanto, em 2011 mal se repõe as perdas do ano; reposição de 10% em 2012 (sendo 5% em março, com a incorporação da Gratificação de Atividade no Magistério, incorporação esta aprovada desde 2010) e 5% em julho de 2012; reposição de 6% em julho de 2013; reposição de 7% em julho de 2014. O valor dos 4 anos chega a 28% de reposição, porém a inflação do período, no melhor cenário econômico, manterá o poder de compra dos professores nos níveis de hoje, portanto não existe reposição alguma das perdas anteriores.
Para piorar um pouco mais, o PLC 37/11 reafirma a prova do mérito e transforma as cinco faixas de evolução por mérito em 8 faixas, mantendo as provas. Os professores aprovados receberão 10,8% de reajuste no salário (de uma faixa para outra) em detrimento dos 25% de antes. É a manutenção da meritocracia. Os cinco níveis da evolução acadêmica e não- acadêmica, agora passam a ser 8 níveis. Ou seja, o governo inclui no PLC 37/11 boa parte do plano de carreira, sem atender a nenhuma das demandas dos professores apresentadas nas reuniões pólos, organizada pela própria secretaria.
Durante a tramitação do PLC 37/11, os deputados da oposição (PT, PCdoB e PSOL) tentavam fazer algum acordo com o governo que pudesse melhorar a proposta. Após muitas reuniões entre governo e deputados da oposição, surge uma proposta, apresentada como Emenda Aglutinativa nº 17 e que foi votada por unanimidade.
As alterações da proposta original para o que foi aprovado por unanimidade é que o governo pagará os reajustes em junho e não julho. O governo também se compromete que, em dezembro de 2011, irá estudar se o reajuste de 2012 possa ser de 10% ao invés de 5%, e que irá negociar todos os anos com as entidades do magistério.
Com certeza esse acordo é vergonha. Os deputados da oposição em nome da suposta melhora da proposta votaram a favor de um projeto que acaba com nossa data-base de março, pois se institucionalizou o mês de junho. Votaram a favor de um projeto que reafirma a meritocracia (prova do mérito), modifica o cálculo do ALE (adicional local de exercício) para pior, e ainda parcela nossa reposição em quatro anos.
Não causou surpresa o PT e o PCdoB fazerem esse acordo absurdo e rebaixado, afinal já haviam votado na noite anterior (28/06) na assembleia legislativa do Rio Grande do Sul a proposta do governador Tarso Genro (PT) que aumentou a contribuição previdenciária dos servidores que recebem acima do teto do INSS de 11% para 14%. Porém nos causou muita surpresa o PSOL ter aceitado este acordo. Apesar da declaração do deputado Carlos Gianazzi fazendo ressalvas ao projeto do governo e declarando ser contra o escalonamento e contra o mérito, votou pelo projeto, com o mesmo argumento do PT e PCdoB, de que era o possível. O PSOL cometeu um grave erro, pois para ter ficado ao nosso lado até o fim deveria ter votado contra o projeto e reafirmado o que dizia suas próprias emendas, que era a defesa do pagamento integral dos 42,2% anunciados pelo governo em parcela única retroativa a março de 2011 e o fim da prova do mérito.
É bem melhor a coragem de ter lutado até o fim, do que ter se rendido a um acordo que livra a cara do governo. O voto do companheiro Carlos Gianazzi, a favor da PLC 37/11, transparece que existe algo progressivo na proposta do governo. Os parlamentares socialistas devem usar a tribuna para denunciar as mazelas dos governos e ser um ponto de apoio às lutas dos trabalhadores, o oposto do que fez Gianazzi nesta votação. Esperamos que os companheiros do PSOL reflitam e revejam sua posição.
De nossa parte, continuaremos na luta, organizando os professores e professoras para resistir aos ataques do governo seja federal ou estadual.
*Secretário de Política Sindical da APEOESP eleito pela Oposição Alternativa e ex-candidato a presidente da APEOESP pela Chapa 2- Oposição Unificada em 2011
Proposta do governo Alckmin, no melhor das hipóteses, apenas repõe a inflação do período
JOÃO ZAFALÃO*, DE SÃO PAULO (SP) |
• No dia 29 de junho foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial dos professores estaduais. O Projeto de Lei Complementar nº 37 (PLC 37/11) foi apresentado pelo governo no dia 17 de junho. Os professores estão desde março (data-base) reivindicando a reposição de 36,74% que são as perdas salariais que a categoria acumulou desde 1998. O governo fez um anúncio midiático de que garantiria 42,2% de “aumento” aos professores, só que parcelado em 4 anos.
Aquilo que já parecia ruim, porém, ficou ainda pior na apresentação do PLC. Vejamos a proposta do governo: reposição de 13,8% em julho de 2011 (sendo que 5,8% se referem à incorporação de uma gratificação geral, que todos já recebem, inclusive aposentados), representando, portanto uma reposição de apenas 8%. Vale lembrar que a projeção da inflação para 2011 chega a 6,5%. Portanto, em 2011 mal se repõe as perdas do ano; reposição de 10% em 2012 (sendo 5% em março, com a incorporação da Gratificação de Atividade no Magistério, incorporação esta aprovada desde 2010) e 5% em julho de 2012; reposição de 6% em julho de 2013; reposição de 7% em julho de 2014. O valor dos 4 anos chega a 28% de reposição, porém a inflação do período, no melhor cenário econômico, manterá o poder de compra dos professores nos níveis de hoje, portanto não existe reposição alguma das perdas anteriores.
Para piorar um pouco mais, o PLC 37/11 reafirma a prova do mérito e transforma as cinco faixas de evolução por mérito em 8 faixas, mantendo as provas. Os professores aprovados receberão 10,8% de reajuste no salário (de uma faixa para outra) em detrimento dos 25% de antes. É a manutenção da meritocracia. Os cinco níveis da evolução acadêmica e não- acadêmica, agora passam a ser 8 níveis. Ou seja, o governo inclui no PLC 37/11 boa parte do plano de carreira, sem atender a nenhuma das demandas dos professores apresentadas nas reuniões pólos, organizada pela própria secretaria.
Durante a tramitação do PLC 37/11, os deputados da oposição (PT, PCdoB e PSOL) tentavam fazer algum acordo com o governo que pudesse melhorar a proposta. Após muitas reuniões entre governo e deputados da oposição, surge uma proposta, apresentada como Emenda Aglutinativa nº 17 e que foi votada por unanimidade.
As alterações da proposta original para o que foi aprovado por unanimidade é que o governo pagará os reajustes em junho e não julho. O governo também se compromete que, em dezembro de 2011, irá estudar se o reajuste de 2012 possa ser de 10% ao invés de 5%, e que irá negociar todos os anos com as entidades do magistério.
Com certeza esse acordo é vergonha. Os deputados da oposição em nome da suposta melhora da proposta votaram a favor de um projeto que acaba com nossa data-base de março, pois se institucionalizou o mês de junho. Votaram a favor de um projeto que reafirma a meritocracia (prova do mérito), modifica o cálculo do ALE (adicional local de exercício) para pior, e ainda parcela nossa reposição em quatro anos.
Não causou surpresa o PT e o PCdoB fazerem esse acordo absurdo e rebaixado, afinal já haviam votado na noite anterior (28/06) na assembleia legislativa do Rio Grande do Sul a proposta do governador Tarso Genro (PT) que aumentou a contribuição previdenciária dos servidores que recebem acima do teto do INSS de 11% para 14%. Porém nos causou muita surpresa o PSOL ter aceitado este acordo. Apesar da declaração do deputado Carlos Gianazzi fazendo ressalvas ao projeto do governo e declarando ser contra o escalonamento e contra o mérito, votou pelo projeto, com o mesmo argumento do PT e PCdoB, de que era o possível. O PSOL cometeu um grave erro, pois para ter ficado ao nosso lado até o fim deveria ter votado contra o projeto e reafirmado o que dizia suas próprias emendas, que era a defesa do pagamento integral dos 42,2% anunciados pelo governo em parcela única retroativa a março de 2011 e o fim da prova do mérito.
É bem melhor a coragem de ter lutado até o fim, do que ter se rendido a um acordo que livra a cara do governo. O voto do companheiro Carlos Gianazzi, a favor da PLC 37/11, transparece que existe algo progressivo na proposta do governo. Os parlamentares socialistas devem usar a tribuna para denunciar as mazelas dos governos e ser um ponto de apoio às lutas dos trabalhadores, o oposto do que fez Gianazzi nesta votação. Esperamos que os companheiros do PSOL reflitam e revejam sua posição.
De nossa parte, continuaremos na luta, organizando os professores e professoras para resistir aos ataques do governo seja federal ou estadual.
*Secretário de Política Sindical da APEOESP eleito pela Oposição Alternativa e ex-candidato a presidente da APEOESP pela Chapa 2- Oposição Unificada em 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Orientações para Reposição-governo não segue a Lei
ORIENTAÇÕES PARA AS GERÊNCIAS
PLANO DE REPOSIÇÃO DE HORAS
Assistente de Educação, Assistente Técnico-Pedagógico,
Professor Readaptado, Professor em Atribuição de Exercício
1. O Assistente de Educação, o Assistente Técnico-Pedagógico, o Professor Readaptado e o Professor em Atribuição de Exercício que já retornaram da greve deverão apresentar um plano de trabalho de reposição dos dias paralisados para receber, em folha de pagamento suplementar, os valores referentes aos descontos efetuados na folha de junho.
1.1 Este plano deve ser elaborado considerando as horas semanais de trabalho. Por exemplo: se um servidor tem carga horária de 40 horas semanais distribuídas no período diurno, deve constar no seu plano a forma como irá trabalhar, no mês de julho, por mais 20 horas em outro turno, horas estas equivalentes à reposição.
2. A Direção da Escola deverá encaminhar este plano para a GERED que, por sua vez, tem o compromisso de acompanhar todas as ações referentes à reposição das horas a serem trabalhadas para que os dias letivos sejam cumpridos.
2.1 Para que possa ocorrer o processamento da folha de pagamento suplementar, deve ser informado no Sistema:
- A relação de todos os servidores que retornaram da greve até o dia 15/07/2011, contendo o nome completo e a matrícula, com o dígito e o cargo correto;
- A relação de todos os servidores e professores que não retornaram da greve até o dia 15/07/2011, bem como os que retornaram e não aceitam repor as aulas. A Unidade Escolar deverá preencher no Sistema o nome completo e a matrícula, com o dígito e o cargo correto;
- Será criado um campo no Sistema SISGESC onde o Diretor digitará:
S – se o servidor apresentou um plano de trabalho de reposição dos dias e das horas a serem repostas, para receber em folha de pagamento suplementar os valores referentes aos descontos efetuados na folha de junho; ou
N - se o servidor não apresentou um plano de trabalho de reposição dos dias e das horas a serem repostas, sendo que, desta forma, não receberá em folha de pagamento suplementar os valores referentes aos descontos efetuados na folha de junho.
3. Portanto, os servidores que retornaram da greve e apresentaram o plano de trabalho atendendo a solicitação da SED receberão, em folha de pagamento suplementar, os dias paralisados que já foram descontados, assim como as faltas ocorridas do dia 11/06/2011 até o dia 15/07/2011 não serão descontadas na folha de pagamento de julho.
3.1 Os servidores que cumprirem todo o calendário de reposição ao término do ano letivo terão as faltas anistiadas e, consequentemente, retiradas do Sistema e da ficha funcional, sem prejuízos para efeitos de progresso funcional, Licença Prêmio e outros benefícios.
4. Os servidores que não retornaram da greve até o dia 15/07/2011, bem como os que retornaram e não aceitam repor as horas não trabalhadas, não receberão em folha de pagamento suplementar a devolução das faltas já descontadas e terão o desconto integral a partir do dia 11/06/2011 na folha de pagamento do mês de julho.
Elizete Freitas Mello Gilda Mara Marcondes Penha
Diretora de Gestão de Pessoas Diretora de Educação Básica e Profissional
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Ponto de Partida
Valeu, valeu ser expectador desta montagem. Durante 100 minutos o espetáculo ¨Ponto de Partida¨, de Guarnieri e Sérgio Ricardo, encenado pelo grupo teatral Nohgátikus no Festival de Teatro de Blumenau o FITUB, cria uma atmosfera medieval, onde os personagens criam diálogos com indagações acerca da morte de Bilu, metáfora sobre o assassinato do Jornalista Vladmir Herzog em 1975, durante a Ditadura Militar e que faz o espectador se inserir no contexto de um mundo em transformações e questionamentos.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A lista de votos do PLC 026:
Aldo Schneider (PMDB) Sim
Altair Guidi (PPS) Abstenção
Ana Paula Lima (PT) Não
Angela Albino (PCdoB) Não
Antônio Aguiar (PMDB) Sim
Carlos Chiodini (PMDB) Sim
Ciro Roza (DEM/PSD) Sim
Dado Cherem (PSDB) Sim
Darci de Matos (DEM/PSD) Sim
Dirce Heiderscheidt (PDDB) Ausente
Dirceu Dresch (PT) Não
Dóia Guglielmi (PSDB) Sim
Edison Andrino (PMDB) Sim
Elizeu Mattos (PMDB) Sim
Gelson Merisio (DEM/PSD)Sim
Gilmar Knaesel (PSDB) Sim
Ismael dos Santos (DEM/PSD) Ausente
Jailson Lima (PT) Não
Jean Kuhlmann (DEM/PSD) Sim
Joares Ponticelli (PP) Sim
Jorge Teixeira (DEM/PSD) Sim
José Milton Scheffer (PP) Sim
José Nei Ascari (DEM/PSD) Sim
Kennedy Nunes (PP/PSD) Sim
Luciane Carminatti (PT) Não
Manoel Mota (PMDB) Sim
Marcos Vieira (PSDB) Sim
Mauricio Eskudlark (PSDB/PSD) Sim
Mauro de Nadal (PMDB) Sim
Moacir Sopelsa (PMDB) Sim
Narcizo Parisotto (PTB) Sim
Neodi Saretta (PT) Não
Nilson Gonçalves (PSDB) Sim
Padre Pedro Baldissera (PT) Não
Reno Caramori (PP) Sim
Romildo Titon (PMDB) Sim
Sargento Amauri Soares Não
Silvio Dreveck (PP) Sim
Valmir Comin (PP) Sim
Volnei Morastoni (PT) Ausente
Altair Guidi (PPS) Abstenção
Ana Paula Lima (PT) Não
Angela Albino (PCdoB) Não
Antônio Aguiar (PMDB) Sim
Carlos Chiodini (PMDB) Sim
Ciro Roza (DEM/PSD) Sim
Dado Cherem (PSDB) Sim
Darci de Matos (DEM/PSD) Sim
Dirce Heiderscheidt (PDDB) Ausente
Dirceu Dresch (PT) Não
Dóia Guglielmi (PSDB) Sim
Edison Andrino (PMDB) Sim
Elizeu Mattos (PMDB) Sim
Gelson Merisio (DEM/PSD)Sim
Gilmar Knaesel (PSDB) Sim
Ismael dos Santos (DEM/PSD) Ausente
Jailson Lima (PT) Não
Jean Kuhlmann (DEM/PSD) Sim
Joares Ponticelli (PP) Sim
Jorge Teixeira (DEM/PSD) Sim
José Milton Scheffer (PP) Sim
José Nei Ascari (DEM/PSD) Sim
Kennedy Nunes (PP/PSD) Sim
Luciane Carminatti (PT) Não
Manoel Mota (PMDB) Sim
Marcos Vieira (PSDB) Sim
Mauricio Eskudlark (PSDB/PSD) Sim
Mauro de Nadal (PMDB) Sim
Moacir Sopelsa (PMDB) Sim
Narcizo Parisotto (PTB) Sim
Neodi Saretta (PT) Não
Nilson Gonçalves (PSDB) Sim
Padre Pedro Baldissera (PT) Não
Reno Caramori (PP) Sim
Romildo Titon (PMDB) Sim
Sargento Amauri Soares Não
Silvio Dreveck (PP) Sim
Valmir Comin (PP) Sim
Volnei Morastoni (PT) Ausente
Os cães ladram e a caravana passa
Pelo menos 32 policiais militares foram retirados das ruas, ontem, para uma ação diferente: ficar sentado, à paisana, na primeira fileira da galeria superior da Assembleia legislativa , enquanto durasse a votação do reajuste dos professores. A ordem era para não levantar sob hipótese alguma.
Permaneceram lá por, pelo menos, seis horas. Cada um dos três batalhões da PM da Capital cedeu homens à operação. A única orientação era ocupar o espaço. Toda a ação de segurança para para enfrentar a tensão da votação foi planejada no dia anterior, na antessala do gabinete da presidência. O chefe de gabinete do deputado Gelson Merisio solicitou ao chefe da Casa Militar da Assembleia, coronel Paulo Henrique Henn, um plano para conter eventuais manifestações mais exaltadas. O temor era de que os manifestantes jogassem moedas nos deputados.
O coronel Henn encaminhou pedido de apoio de tropa aos batalhões da Capital. No linguajar militar chama-se canal de comando, quando militares são cedidos para atuar sob as ordens de outro oficial. Vale lembrar que os 32 homens cedidos não são da P2, o serviço de inteligência.
Os arapongas da Polícia Militar também estavam circulando pela assembleia livremente. Se for somado ao efetivo do Bope que foi deslocado para a Assembleia, mais o corpo da guarda da Casa e outras viaturas que foram dar apoio, chega-se facilmente a um efetivo superior a cerca de 100 policiais militares mobilizados para conter os professores. Sob o ponto de vista operacional, os militares comemoraram o resultado da operação, já que conseguiram fazer a contenção sem o uso da força.
O problema é destacar 32 homens, que estariam nas ruas, para permanecer sentado, olhando a manifestação. Um PM chegou a questionar as ordens e foi ameaçado de detenção por insubordinação.
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