segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Se Levy tocar, Dilma dança

Ministérios são locais de acertos políticos. Sem minimizar a competência técnica, é onde se montam as alianças com partidos e grupos de interesse - dos setores econômicos aos sociais.
Não se governa isolando-se em uma frente única - seja de esquerda ou de direita.
Mas há uma área crucial que é a econômica. É por aí que se define o ritmo do governo. De certo modo, é o gestor econômico que seleciona as prioridades, não apenas nos limites orçamentários, mas nos critérios de cortes.
Aparentemente, DIlma Rousseff desistiu de ser a solista da economia. Faz bem. Mas não pode abrir a mão da regência. E deve conter sua principal característica: a dos gestos heróicos.
Quando assumiu, pretendeu dar um choque na inflação. Derrubou a atividade econômica.
Depois, decidiu dar um choque nos juros. Trouxe a taxa Selic para razoabilíssimos 7,5% ao ano. Ao primeiro sinal de inflação (provocada por choques internacionais em preços de alimentos), piscou e resolveu dar novo choque na inflação.
Quando o PIB arriou novamente, resolveu dar um choque de crescimento. E arrebentou com as contas públicas.
A próxima etapa da presidente dependerá de quem colocar na Fazenda - que é o MInistério que comanda de fato os instrumentos macroeconômicos.

Os perfis de executivos

Vamos entender melhor perfis de executivos.
Há o CEO, o executivo com visão estratégica da empresa, que sabe medir a relevância de cada área, definir prioridades, montar um plano estratégico e colocá-lo em operação.
E há o financeiro ampliado. É o executivo com bom domínio sobre as contas, capaz de analisar os planos do CEO, avaliar sua viabilidade, propor ajustes etc. Tem domínio sobre as contas mas não sobre a lógica da empresa.
Nos anos 80 e 90 tivemos casos de empresas colocadas sob as ordens do financeiro. Saiu cortando custos, desmontou departamento essenciais, em pouco tempo conseguiu colocar a empresa no azul. Para equilibrar rapidamente as contas, deixou a empresa com um nível de faturamento incompatível com os desafios de disputar mercado. E a empresa quebrou.
É mais ou menos o dilema entre colocar ou Joaquim Levy ou Nelson Barbosa na Fazenda. Segundo alguns jornais, Levy adiantou que quer carta branca. Se entregar a Joaquim Levy, ele será o regente indemissível e virá um novo choque pela frente.
Choque fiscal significará derrubar ainda mais uma demanda já precária. Efetuará os cortes para uma previsão xis de PIB. Os cortes ampliarão a queda do PIB e obrigarão a mais cortes - se o PIB, e não a meta de superávit for a variável de ajuste.
Significará ampliar de forma radical os cortes nos ministérios, interrompendo programas.relevantes - que já estão afetados pelo contingenciamento branco da atual Secretaria do Tesouro. Significará enfraquecer todos os demais Ministérios.
Levy é o homem de custos.
Não se espere dele definir o que é ou não é prioritário. Ele tem cabeça de contador - no melhor mas no mais restritivo sentido. Não tem a menor sensibilidade ou conhecimento para selecionar programas essenciais para o desenvolvimento (de ciência e tecnologia a programas sociais).
Sua estratégia única é a de mercado: basta aumentar o superávit e cortar investimentos públicos que o espaço será automaticamente ocupado pelo setor privado.
Poderá garantir a manutenção do grau de investimento a um preço caríssimo. E não trará para Dilma o apoio do mercado ou da economia. A economia desabará, as tensões sociais se ampliarão.
Tudo isso em um quadro em que a oposição busca o impeachment. Quando o tiroteio se ampliar, as passeatas em favor da Dilma terão apenas funcionários da Standard & Poors. Aliás, nem eles, porque se definidas metas de superávit radicais, não serão cumpridas.
Nelson Barbosa é defensor de um ajuste gradual. Nelson já antecipou sua estratégia, definindo tetos para os diversos tipos de gasto em um horizonte factível de médio prazo.
Ele não é homem de mercado, como Levy, mas é interlocutor que o mercado respeita.
As agências de risco não querem gestos heróicos. Com os erros monumentais cometidos na crise da Argentina de Cavallo, sabem que gestos heróicos têm desdobramentos trágicos. O que garante a confiabilidade das políticas fiscais são planos claros e politicamente viáveis, metas factíveis de médio prazo que, ano a ano, sejam cumpridas.
Levy seria o melhor solista para monitorar o plano, para avaliar a sua consistência. No Banco Central, poderá ser o grande transformador que faltava, para uma política consistente com a Fazenda, de mudar a estrutura de títulos públicos e fazer nova investida para a trazer a Selic para níveis civilizados.
Se colocá-lo como maestro, a orquestra toca e Dilma dança.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

E tudo começou num naufrágio há 119 anos


Arquivo
Arquivo
Um grupo de remadores à porta da Sede do 22, em 1896, primeiro ano da modalidade em competições oficiais
O dia 17 de novembro de 1895 caiu num domingo. Naquele dia, como calha de acontecer num domingo de sol no Rio de Janeiro, deu praia. Naquele tempo, no entanto, o domingo não era de praia, mas de regata, o esporte favorito da belle époque carioca.
E foi na praia, a do Flamengo, que o 17 de novembro foi posto para escanteio e o dia 15, data da proclamação da então jovem República, feriado nacional, foi tomado como o dia da fundação do Grupo de Regatas do Flamengo.
O motivo parecia nobre, embora fosse bem mais simples, mais rubro-negro: todo dia 15 de Novembro é feriado, daria para comemorar o aniversário do grupo em paz, sem a preocupação do trabalho.
Fundado para fazer frente ao Botafogo, cujos remadores vinham se exibir às mocinhas na praia mais antiga da cidade, a do Flamengo, o grupo de regatas era mais uma ação entre amigos do que um plano de nobres desportistas de criar uma instituição do esporte brasileiro. José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spíndola, Augusto da Silveira Lopes e Nestor de Barros, nenhum deles, embora soubessem nadar, tinha intimidade com o remo.
O primeiro barco, uma baleeira de seis remos, velha e gasta, comprada de um português, foi batizada de Pherusa (uma corruptela do nome grego Phaethusa). Depois de uma primeira tentativa de participar de uma regata - o barco fez água, os "remadores" tinha comido muito no almoço e todos passaram mal - a Pherusa foi para o conserto.
Para comemorar o conserto do barco, os quatro fundadores e mais dois amigos decidiram navegar da praia de Maria Angu, na zona norte do Rio, até a praia do Flamengo, em frente ao número 22, uma casa de cômodos, primeira sede do grupo. Uma tempestade sumiu com o barco e transformou os seis "remadores", todos salvos do naufrágio por um barco de pesca, em heróis de ocasião na cidade. O Flamengo começava ali a se popularizar.
A sede do 22 começou a apinhar de gente: dos pais dos fundadores, curiosos por saber o que se passava ali, a mocinhas seduzidas pelo feito "heróico" no sumiço da Pherusa até a aspirantes da Marinha que queriam competir pelo recém-criado grupo de regatas. Foi a deixa para os doze integrantes originais fundassem o grupo, que só venceria a primeira regata em 1898, viraria clube quatro anos depois e cujo o futebol só se tornaria abre-alas em 1911, vencendo seu primeiro título em 14.
Mas aí são mais cem anos de história que não cabem neste post.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

os gráficos falam por si


Eleições 2014

O PT foi reeleito com o voto do Bolsa Familia, fato, analisei o mapa da apuração de maneira regional e observei as áreas metropolitanas. É claro que ao se analisar o resultado das eleições, devemos levar em consideração as complexidades locais. Posso tomar como exemplo o RJ, o PT ganhou disparado na Baixada Fluminense, e na Zona Sul, houve equilibrio, neste caso, a população localizada nas comunidades carentes, tornam-se redutos petistas na contramão da população abastada da zona litorânea. É claro que nem todo pobre vota em PT e nem todo rico ou classe média vota em Tucano, seria simplista demais esta análise, mas em termos gerais, pessoas com maior grau de instrução tendem a votar em oposição, não podemos separar o quesito renda, que neste contexto reflete muito esta análise. O Brasil possui uma concentração de renda geográfica, de acordo com o que observei no mapa da apuração, os municipios com maior IDH tiveram uma significativa margem de votos Pró-PSDB e vice versa, curiosamente esta mesma população que obteve ganho de renda nas últimas décadas, tendem a fazer parte de uma camada média que vem mudando as suas aspirações politicas. Levando em consideração o resultado das últimas 4 eleições, observo uma tendência de inversão de curva entre a polarização PT e PSDB, neste caso, concluo que teremos uma alternância de poder na proxima eleição.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Alemanha escala jogador irregular e pode ter partida contra o Brasil anulada


Um erro na escalação de um jogador Alemão na partida  desta última terça-feira, pode mudar o rumo da Copa do Mundo no Brasil. O jogador Boateng   cumpriu suspensão automática diante da Argélia e foi julgado na última sexta-feira pela 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Pegou dois jogos de suspensão e deveria cumprir mais um contra o Brasil na última Terça. Mas foi relacionado e entrou aos 32 minutos do segundo tempo da vitória por 7 a 1 contra a equipe brasileira.
O STJD já está ciente do caso e, segundo o procurador geral Paulo Schmitt, a CBF deve enviar ao Tribunal uma notícia de infração nesta quarta-feira. A própria CBF entrou em contato com a FIFA nesta terça-feira para perguntar se Boateng  havia conseguido um efeito suspensivo para entrar em campo. A resposta foi negativa. A punição seria a desclassificação da Alemanha da Copa do Mundo, situação que salvaria o Fluminense.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Final do Paulista

Globo censura mensagem do Bom Senso FC
A TV Globo escondeu a faixa do Bom Senso FC carregada pelos jogadores do Santos, antes do jogo começar. Durante a transmissão, a emissora fechou a câmera apenas no semblante dos atletas e na torcida presente ao estádio. A mensagem do movimento dizia: “Final de campeonato: 1 campeão, 500 clubes sem atividades e 12 mil desempregados”.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Presidenta ou Presidente ????

CAPÍTULO LXXX / DE SECRETÁRIO

Na noite seguinte fui efetivamente à casa do Lobo Neves; estavam
ambos, Virgília muito triste, ele muito jovial. Juro que ela sentiu certo
alívio, quando os nossos olhos se encontraram, cheios de curiosidade
e ternura. Lobo Neves contou-me os planos que levava para a
presidência, as dificuldades locais, as esperanças, as resoluções;
estava tão contente! tão esperançado! Virgília, ao pé da mesa, fingia
ler um livro, mas por cima da página olhava-me de quando em
quando, interrogativa e ansiosa.

— O pior, disse-me de repente o Lobo Neves, é que ainda não achei
secretário.

— Não?
 — Não, e tenho uma idéia.

— Ah!

— Uma idéia... Quer você dar um passeio ao Norte?

Não sei o que lhe disse.

— Você é rico, continuou ele, não precisa de um magro ordenado;
mas se quisesse obsequiar-me, ia de secretário comigo.

Meu espírito deu um salto para trás, como se descobrisse uma
serpente diante de si. Encarei o Lobo Neves, fixamente,
imperiosamente a ver se lhe apanhava algum pensamento oculto...
Nem sombra disso; o olhar vinha direito e franco, a placidez do rosto
era natural, não violenta, uma placidez salpicada de alegria. Respirei,
e não tive ânimo de olhar para Virgília; senti por cima da página o
olhar dela, que me pedia também a mesma coisa, e disse que sim,
que iria. Na verdade, um presidente, uma presidenta, um secretário,
era resolver as coisas de um modo administrativo.

Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas

Érico veríssimo escreveu: " A senhora é uma mulher que me agrada. Realista, 
positiva, hein? hein? De gente assim é que vamos precisar quando vier a república, não é mesmo, Cargo? Pois sua avó vai ser a primeira presidenta do Estado do Rio Grande do Sul, hein? "



Fim de debate...tanto Machado de Assis como Érico Veríssimo utilizavam o termo Presidenta.















domingo, 16 de fevereiro de 2014

TIPOS DE PROFESSORES Pt.2

TIPOS DE PROFESSORES Pt. 1

TIPOS DE ALUNOS Pt. 2

TIPOS DE ALUNOS Pt. 1

A Midiocracia

Caetano Veloso
O colunista escreve aos domingos

Freixo outra vez

.

Gosto de Freixo não porque ele é do PSOL. Acho que gosto um tanto do PSOL por ele abrigar Freixo. Sou independente, conforme se vê. Ser estrela é bem fácil. Nada importam as piadas dos articulistas reacionários que classificam minhas posições como Radical Chic. Desprezo a tirada de Tom Wolfe desde o nascedouro. Antigamente tentavam me incluir na chamada esquerda festiva. Isso sim, embora incorreto, me agradava: a expressão brasileira é muito mais alegre, aberta e democrática do que a de Wolfe. Mas tenho vivido para desmontar o esquema que exige adesão automática às ideologias da moda. Deploro o resultado das revoluções comunistas. Todas. E, considerando o Terror que se seguiu a 1789, sou cético quanto a revoluções em geral. Na maioria das vezes, a violência se dá, não para fazer a história humana caminhar, mas para estancar seu fluxo. Olho com desconfiança os moços que entram em transe narcisista ao quebrar vidros crendo que desfazem a trama dos poderes. Ainda hoje não consigo adotar a posição que considera Eduardo Gianetti, um liberal crítico, ou André Lara Rezende, o homem que põe em discussão o crescimento permanente, conservadores. Nem acho que o conservadorismo seja necessariamente um mal. A adesão de alguns colegas meus à nova direita me deixa nauseado, não por ser à direita, mas por ser automática.
Simplesmente me pergunto qual exatamente será a intenção do GLOBO ao estampar manchetes e editoriais induzindo seus leitores a ligarem Marcelo Freixo aos rapazes que lançaram o rojão que matou Santiago Andrade. A matéria publicada no dia em que saiu a chamada de capa com o nome do deputado era uma não notícia. Nela, a mãe de Fábio Raposo, o rapaz que entregou o foguete a Caio Souza, é citada dizendo acreditar que o filho “tem algum tipo de ligação com Freixo”. Isso em resposta a uma possível declaração do advogado Jonas Tadeu Nunes, que, por sua vez, partiu de uma suposta fala da ativista apelidada Sininho. O GLOBO diz que esta nega. Como então virou manchete a revelação da possível ligação entre o deputado e os rapazes envolvidos no trágico episódio? Eu esperaria mais seriedade no trato de assunto tão grave.
Li o artigo do grande Jânio de Freitas em que ele defende a tese de intenção deliberada de assassinar um jornalista, o que está em desacordo com as imagens exibidas na GloboNews. Sem falar na entrevista do fotógrafo, que afirma que o detonador do artefato tinha mirado os policiais. Claro que me lembrei, ao ver a primeira reportagem na GloboNews, dos carros de emissoras de TV incendiados durante as manifestações, o que me levou a participar da indignação dos âncoras do noticioso. Um vínculo simbólico entre aquelas demonstrações de antipatia e o ocorrido em frente à Central é óbvio: um rojão sai das mãos de um manifestante e atinge a cabeça de um jornalista. Mas parece-me abusivo ver nisso o propósito de matar o repórter. Nas matérias que se seguiram, O GLOBO, ecoando falas do advogado Jonas Tadeu, que diz não ser pago por ninguém para defender os dois réus mas conta que um deles diz receber dinheiro para ir às manifestações, insiste em lançar suspeita sobre Freixo, por ser o PSOL, seu partido, um possível doador do alegado dinheiro. Na verdade, as declarações do advogado, mesmo nas páginas do GLOBO, soam inconvincentes. O mesmo Jânio de Freitas, em artigo posterior àquele em que defende a tese de assassinato deliberado, se mostra desconfortável com o comportamento de Jonas Tadeu. Já O GLOBO, no qual detecto uma sinistra euforia por poder atacar um político que aparentemente ameaça interesses não explicitados, trata as falas de Tadeu sem crítica. Uma das manchetes se refere a vereadores do PSOL que teriam contribuído para uma ação na Cinelândia, na véspera de Natal, sugerindo ligação do partido com vândalos, quando se tratava de caridade com moradores de rua. O tom usado no GLOBO é, para mim, de profundo desrespeito pela morte de Santiago.
Freixo, em fala firme ao jornal, desmente qualquer ligação com os dois rapazes. Ele também lembra (assim como faz Jânio) que Jonas Tadeu representou o miliciano Natalino.
Quando Freixo era candidato a prefeito, escrevi artigo elogioso sobre ele. O jornal fez uma chamada de capa que, a meu ver, desqualificava meu texto. Manifestei minha indignação. A pessoa do jornal que dialogava comigo me assegurou não ter havido pressão dos chefes. Acreditei. Agora não posso deixar de me sentir mal ao ver a agressividade do jornal contra o deputado. Tudo — incluindo os artigos de autores por quem tenho respeito e carinho — me é grandemente estranho e faço absoluta questão de dividir essa estranheza com quem me lê.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/freixo-outra-vez-11616610#ixzz2tXMfvwDQ 
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

AS 10 FOTOGRAFIAS MAIS TRISTES DA HISTÓRIA

Para se chegar ao resultado fiz uma compilação de reportagens e listas publicadas por jornais, revistas, sites especializados em fotografia, fotojornalismo e história. O objetivo da pesquisa era identificar quais eram as 10 fotografias mais tristes de todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Life”, “The Guardian”, “Der Spiegel”, “Telegraph”, “El Universal”, “The Pulitzer Prizes”, “Day Life”, “World’s Famous Photos”,  “Digital History”, “Listverse”, “Jornal Opção”, “Al Fotto”, “National Geographic” e “World Press Photo”. Obviamente que listas são sempre incompletas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião — que foi a base da pesquisa —, é algo individual.
Entretanto, as 10 fotografias selecionadas, se não são unanimidades no meio jornalístico e fotográfico (e possivelmente não serão entre os leitores), são referências incontestes de alguns dos momentos mais cruéis da história. Eis, em ordem classificatória, as 10 fotografias selecionadas baseadas nas publicações pesquisadas.

Omayra Sanchez (1985)
A fotografia mostra Omayra Sanchez, uma menina de 13 anos que ficou presa em entulhos deixados pelo deslizamento causado pela erupção do vulcão Nevado del Ruiz, que arrasou com o povoado de Armero, Colômbia, em 1985. Os socorristas não conseguiram resgatá-la. Ela morreu cerca de 60 horas depois de ficar presa. A fotografia ganhou o World Press Photo de 1985 e se tornou uma mais comoventes da história. Fotografia: Frank Fournier

Biafra (1969)
A Guerra Civil da Nigéria ou Guerra do Biafra matou mais de um milhão de pessoas entre 1967 e 1970, principalmente de fome. Milhares de crianças foram acometidas de Kwashiorkor, patologia resultante da ingestão insuficiente de proteínas. O fotógrafo de guerra Don McCullin foi o primeiro a chamar a atenção para a tragédia. Fotografia: Don McCullin

Phan Thi Kim Phúc (1972)
Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1973 e a mais famosa fotografia de guerra de todos os tempos. Kim Phuc (a garotinha nua) corre ao longo de uma estrada perto de Trang Bang, no sul do Vietnã, após um ataque aéreo com napalm. Para sobreviver, Kim arrancou a roupa em chamas do corpo. Fotografia: Nick Ut

Execução de um Vietcong (1968)
Ganhadora do prêmio Pulitzer, a fotografia mostra Nguyen Ngoc Loan, chefe da polícia sul-vietnamita, disparando sua pistola contra a cabeça de Nguyen Van Lem, oficial Vietcong, em Saigon. Embora chocante, a fotografia não conta toda a história. O homem assassinado havia matado uma família.Fotografia: Eddie Adams

A fome no Sudão (1993)
Fotografia publicada em março de 1993 no “New York Times” e responsável pela ascensão de Kevin Carter como fotógrafo. Em 1994, Kevin ganhou o Prêmio Pulitzer de Fotografia. Embora a fotografia seja impactante, o abutre não estava tão próximo do menino como a fotografia sugere — fato que continua causando controvérsias entre jornalistas e fotógrafos. O garoto da foto chamava-se Kong Nyong e sobreviveu ao abutre, morreu em 2007. Kevin Carter, o fotógrafo, se matou em 1994. Fotografia: Kevin Carter

Hiroshima (1945)
A fotografia mostra o primeiro bombardeio atômico da história. Em 6 de agosto de 1945, a cidade de Hiroshima foi devastada pela bomba atômica de fissão denominada Little Boy, lançada pelo governo dos Estados Unidos, resultando em 258 mil mortos e feridos. Fotografia: George William Marquardt (piloto do avião)

Racismo nos Estados Unidos (1950)
A fotografia, que causou indignação em todo o mundo, mostra bebedouros separados para brancos e negros, na Carolina do Norte, Estados Unidos. Até a década de 1950, os afro-americanos não tinham direito a voto, eram segregados socialmente e compunham a parcela mais pobre da população norte-americana. Fotografia: Elliott Erwitt

Uganda (1980)
Fotografia feita por Mike Wells, em abril de 1980, mostra uma criança da província de Karamoja, Uganda, de mãos dadas com um missionário. O contraste entre as duas mãos serve como um lembrete do abismo que separa países desenvolvidos e subdesenvolvidos. A fotografia permaneceu inédita durante anos. Fotografia: Mike Wells

The Falling Man (2001)
Fotografia feita por Richard Drew, fotógrafo da Associated Press, mostrando um homem caindo da Torre Norte do World Trade Center, em Nova York, durante os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Cinco anos após os ataques, o homem foi identificado como Jonathan Briley, de 43 anos, funcionário de um restaurante instalado na Torre Norte do World Trade Center. Entretanto, oficialmente, sua identidade nunca foi confirmada. Fotografia: Richard Drew

Mãe migrante (1936)
Um ícone da Grande Depressão e uma das fotos mais famosas dos Estados Unidos. Florence Owens Thompson, 32 anos, desolada por não ter comida para alimentar os filhos. Jornalistas americanos passaram décadas tentando localizar a mãe e seus sete filhos. No final dos anos 1970 ela foi encontrada, não prosperara muito. Vivia em um trailer. Fotografia: Dorothea Lange

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Definido o Calendário Escolar de 2014 da Rede Pública

::Ano Letivo em 2014::
Início: 13 de fevereiro
Recesso: 20 de julho a 3 de agosto 
Término: 19 de dezembro

domingo, 7 de julho de 2013

Comentando UFC

Minha teoria para a derrota do Spider é bem simples, ele não quis perder, mas perdeu...mas também não queria ganhar. Estranho, mas agora a pressão para a tal luta do século ente Anderson Silva e John Jones fica bem mais distante...pelo que acompanhei nem Jones nem Anderson querem esta luta, e agora o Anderson tira a pressão de suas costas...curte a família e em algum momento pede uma revanche e volta ao reinado. Bem Dana se danou.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Plebiscito

Tentar resolver todos os problemas do Brasil com Plebiscito é no mínimo indecente. A população não tem condições de decidir sobre questões técnicas e o pior é imaginar que com 500 milhões de reais poderiam reformar centenas de Escolas e Hospitais. O Congresso e o Planalto querem provar que estão em sintonia com as reivindicações das ruas, mas tentar limpar a barra depois de tanta lambança, vai ser difícil...A proposta de reforma política que querem aprovar apenas interessa aos grandes partidos e aos interesses corporativistas do Congresso...Como dizia o grupo Titãs: ¨ A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte  A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte¨.

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PIXIES - BAGBOY

Esclarecendo o tal de¨ Bolsa Presídio¨.

É uma bolsa? — Não, lamento, mas não é. É um benefício PREVIDENCIÁRIO. Ou seja, não é transferência de recursos do Governo para a pessoa. Quem recebe é porque contribuiu com a Previdência Social. Aliás, o preso 
não recebe coisa nenhuma. Quem recebe são seus dependentes.

Todo preso recebe? Estou desempregado, devo cometer algum crime amanhã? – Como já dissemos, quem recebe são os dependentes de quem tinha a qualidade de segurado do INSS quando foi preso. Portanto, lamento, é melhor trabalhar. Além disto, a última contribuição do preso precisa ter sido equivalente à de quem recebe um salário de R$ 915. Como é de se esperar, a maioria das pessoas que é presa não contribui coisa nenhuma. Segundo a Defensoria Pública da União, cerca de 28 mil famílias de detentos recebiam auxílio-reclusão em 2010. Dados recentes da ONU mostram que a população carcerária do país é de cerca de 500 mil pessoas. Ou seja, o número de famílias de presos que recebem o auxílio não chega a 6% do total

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Os excessos de causas fazem as manifestações não terem causa nenhuma
971454_10151266353578239_965760218_n.jpg (633×480)

As manifestações que ocorrem no País, escancaram uma dura realidade, a despolitização da população brasileira. As mobilizações que se seguem via redes sociais, demonstram uma insatisfação coletiva que facilmente são identificados com as faixas de protestos: ¨Fim a corrupção¨, ¨A Copa não é nossa ¨, ¨O que vale mais, pobre cidadão ou político ladrão¨, ¨Vamos pra rua¨, ¨Passe livre já¨. No entanto, a falta de uma bandeira única de luta, como ocorreu com as Diretas já, contra a Ditadura ou Fora Collor; transformam as mobilizações populares, em eventos de massa para protestar de tudo. A falta de interesse na política da chamada geração Y, reflete nas generalizações das mensagens, o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70 se repetem, mas com pouco conteúdo. A falta de lideranças e com discursos apartidários, jovens de todo País, acabam se tornando presas fáceis para oportunistas de plantão. Defender a bandeira de uma mobilização apartidária é cair na contradição da própria causa. Se afastar do mecanismo que será via de conquista é cometer um grave erro, as mudanças devem ocorrer com instrumentos legítimos. A motivação de uma passeata por um passe livre ou diminuição da passagem, servem de pretexto, mas não podemos abandonar bandeiras que necessitam de mudanças imediatas. Vejamos os projetos que estão em tramitação no Congresso Nacional, e que demonstram um retrocesso histórico em várias questões. A sociedade pede urgência e precisamos, mas que este barulho todo, não termine em um post no Facebook. 

A História de Guy Falwkes

Defensor da liberdade, o revolucionário inglês Guy Fawkes comandou, em 1605, uma tentativa de explodir as Casas do Parlamento e tomar o poder na Inglaterra. O golpe fracassou, mas desde um ano depois da execução e esquartejamento do ídolo anarquista e sete dos seus companheiros (em 1606), todo dia 5 de novembro é comemorado com festas e fogueiras no Reino Unido. Fawkes virou personagem de quadrinhos e inspirou o filme V de Vingança, lançado em 2006, principal responsável pela popularização das sinistras feições.

A história por trás da máscara começa quatro séculos antes. Coube a um reduzido grupo de conspiradores do partido católico inglês lançar-se naquela que foi a primeira tentativa de cometer um grande ato terrorista na cidade de Londres. As autoridades, alertadas por um informante, conseguiram a tempo impedir uma explosão que, marcada para o dia 5 de novembro de 1605, faria voar pelos ares o prédio do Parlamento com praticamente todo o governo britânico de então: o rei, a nobreza e os parlamentares.
Conflito com Roma
A Reforma religiosa na Inglaterra assumiu uma característica muito particular. Na verdade, o rompimento da monarquia Tudor com o Papado e com o Catolicismo não se deveu a motivos teológicos maiores, mas sim por razões de estado. O rei Henrique VIII entrou em choque com a Cúria Romana em razão do papa negar-se a consentir no seu divórcio com a rainha Catarina de Aragão, uma princesa católica que era sobrinha de Carlos V, o Imperador Universal em cujo reino, diziam, "o Sol nunca se punha". E não o fez para não desgostar o imperador, campeão da Contra-Reforma na luta anti-heresia luterana.


Manifestante participa de protesto em Salvador usando máscara inspirada no soldado britânico Foto: Raul Golinelli / Futura Press
Manifestante participa de protesto em Salvador usando máscara inspirada no soldado britânico
Foto: Raul Golinelli / Futura Press

A infeliz rainha, depois de ter dado a luz a uma menina (que após a morte do rei, em 1547, veio a tornar-se a rainha Mary I, apelidada de Maria, a sanguinária), sofrera uma série de abortos que impossibilitaram o nascimento futuro de um príncipe.
Henrique VIII passou a creditar a sua infelicidade de não ter um herdeiro do sexo masculino ao fato da sua mulher ter sido esposa do seu falecido irmão. Frente ao Papa, ele alegou que vivia com ela em provável estado incestuoso, daí Deus castigar o casal daquela maneira. Ora, esposar a cunhada de modo algum prefigurava uma ilicitude ou estado pecaminoso pelo direito canônico ou mesmo pelo direito costumeiro saxão.
O papa Clemente VII rejeitou-lhe definitivamente a solicitação de anulação do matrimônio. O monarca, furioso com a teimosia legalista de Roma e perdidamente apaixonado pela jovem Ana Bolena, que freqüentava a corte, decidiu-se pelo rompimento.
Rompendo com a Igreja Católica
Em 1532, Thomas Cromwell, o seu primeiro ministro, determinou a entrada em vigor do Ato de Submissão do Clero, obrigando os padres católicos a reconhecerem no monarca a sua única autoridade, superior a do papa; no ano de 1534, pelo Ato da Supremacia, o rei inglês tornou-se chefe da igreja católica na Inglaterra (denominada desde então de Anglicana), pelo Ato da Supressão dos Mosteiros, de 1535, todos eles foram fechados e suas propriedades confiscadas e absorvidas pela Coroa ou vendidas aos favoritos da Corte.


Manifestantes com a máscara do filme V de Vingança protestam em Niterói
Foto: AFP

Assim, num curto período, a Igreja romana viu-se nacionalizada deixando de exercer qualquer influência significativa junto a Coroa inglesa. Desta forma a monarquia Tudor entrou no rol dos inimigos do Papado, um perigo a ser esconjurado no futuro.
Quando, por fim, a rainha Isabel I (Elizabeth), foi entronada em 1558, o Papado classificou-a como bastarda por ser a filha de Ana Bolena, cujo casamento com Henrique VIII o catolicismo não reconhecia. Aos olhos de Roma era uma soberana ilegítima. Não só isto, pelo Ato de Excomunhão, o papa determinou que a rainha, devido sua inclinação pelo protestantismo e o apoio que dava aos calvinistas da Holanda e aos Huguenotes na França, poderia ser morta por qualquer católico sem que ele tivesse que amargar as culpas do pecado do assassinato.
A crise maior com o mundo católico, a mais perigosa delas, eclodiu quando Isabel I ordenou a execução da sua prima Mary Stuart, rainha da Escócia, que se encontrava há 19 anos sob custodia real num castelo do interior da Inglaterra depois de ter fugido do seu reino. Mary, mesmo em prisão domiciliar cumprida em diversos castelos, havia se envolvido com conspiradores católicos que queriam-na no trono da Inglaterra.
O complô católico
Imaginaram eles, pelo menos este era o intento da conspiração de Throckmorton, de 1583, de que se fosse possível derrubar Isabel I num complô, com apoio a Espanha contra-reformista, a bela Mary assumiria a coroa da Inglaterra e esmagaria a heresia no seu próprio berço. O plano foi descoberto e a pobre Mary foi sentenciada à morte em fevereiro de 1587 no Great Hall de Fotheringhay.


Jovens adotam máscara para pedir redução da passagem de ônibus e mudanças sociais Foto: Marcelo Pereira / Terra
Jovens adotam máscara para pedir redução da passagem de ônibus e mudanças sociais
Foto: Marcelo Pereira / Terra

A decapitação da rainha católica foi o pretexto que faltava para que Filipe II, rei da Espanha, o condestável do papado, determinasse a invasão do reino de Isabel I. Para tanto mandou preparar uma imensa frota de mais de cem navios, chamada imprevidentemente de "Invencível Armada", para atacar a Inglaterra. A operação naval revelou-se um grande desastre, um dos maiores da história naval. A esquadra católica foi destroçada pela conjunção de temporais com ataques concatenados pelos almirantes ingleses. A Inglaterra viu-se a salvo da invasão.
O conflito teológico que separava católicos e protestantes saltou assim de patamar. Até aquele episódio, os rivais de fé lutavam dentro dos seus respectivos reinos (várias guerras civis haviam eclodido na Alemanha e na França) a partir de então eram reinos inteiros que entravam em guerra entre si, preparando o caminho para a grande tragédia que se deu quase em seguida: a Guerra dos Trinta anos (1618-1648), uma guerra pan-européia entre estados protestantes contra estados católicos.
A conspiração da pólvora
Todavia, mesmo com o fracasso da conspiração montada ao redor de Mary Stuart, os católicos liderados por Robert Catesby não desistiram de atentar contra o trono inglês.
Frustrados com a política repressiva antipapista do novo rei, Jaime I (filho de Mary Stuart que ascendera ao reino britânico no lugar da sua prima de segundo grau Isabel I, unindo assim as duas coroas, a escocesa e a inglesa, formando o United Kindom), que determinara a expulsão de todos os padres, um reduzido grupo de conspiradores chefiados por John Grandt, decidiu explodir o prédio em que se reunia o parlamento britânico (*).
A data escolhida por eles era exatamente o dia em que o rei Jaime estaria presente para pronunciar a fala da abertura das atividades da House of Parliament, o 5 de novembro, esperando, num só golpe, por tudo pelos ares: o monarca e os parlamentares.


Na ilustração, o rei Jaime I interroga Guy Fawkes antes de sua execução Foto: Getty Images
Na ilustração, o rei Jaime I interroga Guy Fawkes antes de sua execução
Foto: Getty Images

Paralelamente a isso, eles fomentariam uma revolta do partido católico no norte do reino e até cogitaram em receber apoio da esquadra espanhola. No trono vacante imaginavam colocar a princesa Isabel, a filha católica de Jaime I. Todavia, eles foram denunciados por uma integrante do grupo que se fazia passar por conspirador. As autoridades prenderam em flagrante o soldado Guy Fawkes, um mercenário que estivera a serviço da Espanha, quando ele acertava a posição de um dos 36 barris de pólvora empilhados no porão do prédio a ser explodido. Ao abortarem a tempo o atentado evitaram que o ato terrorista, numa só explosão, decapitasse os dois poderes do Reino Unido: o rei e os deputados.
Foi a partir de 1607, um ano depois da execução e esquartejamento de Guy Fawkes e sete dos seus companheiros, ocorrida em 30 de janeiro de 1606, que a população de Londres começou a celebrar o fracasso do atentado a cada dia 5 de novembro por meio da Bonfire Night, noite em que acendem fogueiras e lançam fogos de artifício para externar seu contentamento. Guy Fawkes tornou-se a representação simbólica do traidor, do Judas capaz de entregar a Grã-Bretanha às potências do catolicismo inimigo: a Espanha e o Papado.
Católicos como Judas
Deste modo explica-se a pouca presença do anti-semitismo na Inglaterra ao fato de terem sido os católicos, como Guy Fawkes, quem assumiram a desgraçada função de serem os possíveis bodes expiatórios do reino visto a participação deles na abortada conspiração da pólvora.
(*) Os principais conspiradores eram: Robert and Robert Wintour, Thomas Percy, Christopher and John Wright, Francis Tresham, Everard Digby, Ambrose Rookwood, Thomas Bates, Robert Keyes, Hugh Owen, John Grant (o homem que foi o verdadeiro cabeça da conspiração), e Robert Catesby.
(**) Coincidentemente, 380 anos depois do fracasso da Conspiração da Pólvora, por igual foi um grupo de católicos, os militantes do IRA ( o Exército Republicano Irlandês), quem tentou exterminar com uma bomba-relógio a Primeira Ministra britânica Margaret Tatcher, por ocasião de uma reunião do partido conservador e do gabinete de governo realizada no Grand Hotel de Brighton no sul da ilha da Inglaterra, num atentado cometido em 12 de outubro de 1984 que matou 5 pessoas e feriou 30 outras, sem que a srª Tatcher fosse todavia atingida.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Céu Everest

https://s3.amazonaws.com/Gigapans/EBC_Pumori_050112_8bit_FLAT/EBC_Pumori_050112_8bit_FLAT.html

domingo, 28 de outubro de 2012

Qualidade na Educação no Brasil

As imagens falam por si, aconteceu no Maranhão e pior a professora que divulgou a imagem foi demitida sumariamente pelo Secretário de Educação.